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PESQUISA DUVIDOSA

A mais recente pesquisa MDA/CNT para a sucessão presidencial não tem a importância que se quer dar com ênfase para Lula como se ele já fosse o candidato preferido do eleitorado brasileiro para 2018.  De fato, Lula aparece em primeiro lugar nas diversas simulações induzidas com adversários como Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Lula vence a todos nos dois turnos, mas faltou uma simulação para um provável segundo turno entre o ex-presidente e o deputado Jair Bolsonaro. Não se sabe qual foi o critério para Bolsonaro ficar fora desta simulação, pois o deputado carioca apareceu em segundo lugar na verificação espontânea e com crescimento de 100% entre as duas recentes pesquisas dos mesmos patrocinadores. Na pesquisa anterior, Lula tinha 11,3% e foi para 16,6% e Bolsonaro que apareceu com 3,3% ficou agora em segundo lugar com 6,6%.

Todos os demais nomes mencionados tiveram queda em seu percentual. Aparecem em sequência Aécio Neves (PSDB), com 2,2%; Marina Silva (Rede), com 1,8%; Michel Temer (PMDB), com 1,1%; Dilma Rousseff (PT), com 0,9%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 0,7%; e Ciro Gomes (PDT), com 0,4%.

Mas por que a pesquisa publicada ontem fica sem tanta importância num ano que antecede a eleição presidencial? Não é difícil de explicar. Lula dificilmente será candidato a presidente diante das graves acusações contra ele na Lava Jato, já que pode ser preso a qualquer momento, depois das mais recentes homologações das delações premiadas, com destaque para o que vem revelando pai e filho da família Odebrecht.

Outro detalhe que enfraquece a pesquisa é que a dinâmica da política brasileira, com o envolvimento de lideranças partidárias na corrupção denunciada ao país, poderá ficar completamente alterada até outubro de 2018.

E mais: gostem ou não de Jair Bolsonaro ele é o único nome que surge como novidade na disputa presidencial. Todos os demais citados nas simulações são velhos conhecidos nossos. E nós já sabemos que não há nada de novo no discurso eleitoral deles todos. Bolsonaro aposta muito num discurso radicalizado para enfrentar situações mais radicais ainda. Não estaria aí a novidade para 2018?.

FALTARAM TRÊS NOMES

Há quem aposte em outros três nomes não relacionados na pesquisa. São os nomes do senador paranaense Álvaro Dias que deixou o tucanato e foi para o PV; do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e do atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

MOTIVOS (1)

O senador Álvaro Dias tem uma ficha limpa, já foi governador do Paraná e assinou ficha com o PV, um partido que conta com a simpatia de uma esquerda light.

MOTIVOS (2)

O senador Ronaldo Caiado é um político experiente tem um discurso menos intenso do que o do deputado Jair Bolsonaro e angaria votos no mesmo nicho da direita brasileira.

MOTIVOS (3)

Henrique Meirelles é outro nome forte no meio empresarial brasileiro com destaque entre os banqueiros, os verdadeiros donos deste país. Meirelles está filiado ao PSD, uma sigla forte, e não lhe faltaria dinheiro. Logo, é uma possibilidade real para 2018.

LEMBRAM DELA?

E será que Dilma Rousseff ainda tem esperanças de continuar na política? Convém lembrar que a ex-presidente está em pleno gozo de seus direitos políticos. Dilma foi votada na pesquisa com uma preferência muito baixa (0,9%), mas marcou presença.