MATÉRIAS

 

ANARQUIA PARTIDÁRIA

Só mesmo num país com sua classe política em plena decadência – as pesquisas estão aí publicadas sobre o conceito que o eleitorado tem de seus representantes – pode comportar e ter 25 partidos com representantes na Câmara dos Deputados, num total de 35 outros registrados na Justiça Eleitoral. 

Provavelmente, o mais caricato dos partidos que já passaram pela Câmara é o PMB (Partido da Mulher Brasileira) que sequer representa o mote de sua existência – a mulher. Fundado em fins de 2015, o PMB reuniu, rapidamente, uma bancada de 24 deputados eleitos por outros partidos em 2014 e já surgiu a primeira situação esquisita: 22 homens e duas mulheres.

Com a mesma rapidez de sua formação deu-se o desmonte. Dos 24 representantes, no último dia 15, o PMB deixou de existir na Câmara quando seu último representante, Wellington Prado (aquele deputado com jeito de cantor sertanejo, com o penteado rabo de cavalo saliente no seu visual) migrou para o PROS/MG. Outros 23 já tinham se desligado.

Bem, aí, o lado decente do país respirou aliviado, pois sucumbia um partido nanico sem qualquer importância para a política brasileira. Negativo, “mermão”! O PMB quer receber a sua cota do Fundo Partidário relativo a 2017 no valor de R$ 7,4 milhões, alegando que o valor é proporcional a 24 parlamentares que formaram a bancada em 2015.

Mesmo diante dessa obviedade – o PMB não existe mais na Câmara – a presidente Suêd Haidar acredita na sua agremiação. O partido elegeu quatro prefeitos, alguns vereadores (em 2016) e quatro deputados estaduais (em 2014), todos espalhados pelo Bananão. Para tentar receber a verba do Fundo Partidário, o PMB busca “seus direitos” no TSE com quatro ações naquela corte. E nossos ilustres ministros ainda perdem tempo com isso, aumentando a anarquia partidária nacional.

 

Autor: Rogério Mendelski

Postada em: 30/08/2017

 

 

Comentários

 

 

PEDIDOS MUSICAIS

NOME

CIDADE / ESTADO

PEDIDO

TOP 10

 

 

PARCEIROS