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HOMENAGEM À POLÍCIA FEDERAL

O filme “Polícia Federal - a Lei é para todos” é, antes de ser uma boa história real sobre a corrupção política brasileira, uma justa homenagem à instituição que proporcionou ao país a possibilidade do lado decente da população retomar a confiança em nossas leis. O diretor Marcelo Antunez disse numa entrevista coletiva que o filme “Spotlight – Segredos Revelados” (Oscar de melhor filme, em 2016 – uma denúncia de pedofilia na Igreja Católica) foi uma importante influência para o seu trabalho. Assim como “Polícia Federal”, “Spotlight” também é uma homenagem, só que para a imprensa dos EUA, outra entidade que os cidadãos norte-americanos confiam como uma reserva técnica para a preservação de suas instituições livres e democráticas.

A chamada crônica cinematográfica nacional, com raríssimas exceções, é dominada pelo enfoque marxista, um velho desafio do antigo PCB stalinista. A conquista de uma Editoria de Cinema em qualquer veículo de comunicação exige do pretendente a sua tendência esquerdista e antipatia natural ao que se produz em Hollyhood. O mais competente crítico de cinema da imprensa brasileira, Luiz Carlos Merten (um antigo companheiro de redação da “Folha da Manhã”- 1969-1980 – editada pela Caldas Júnior), hoje no jornal “O Estado de S. Paulo”, também um jornalista de esquerda, não pode deixar de admitir que o filme de Antunez “é bem feito, tem boas perseguições, mas prende-se a receitas narrativas de Hollyhood – clichês como se costuma dizer”.

Sim, é exatamente assim, como observou Merten. Mas, e daí? A narrativa de “Polícia Federal” tem este propósito. É um filme de ação, onde trabalham juntos policiais e procuradores, investigando, reunindo provas e prendendo bandidos reais e verdadeiros que não precisam ser criados em nossa imaginação, bastando apenas que a plateia seja minimamente informada pelo noticiário da corrupção detectada pela Lava Jato.

É evidente que os bandidos nossos conhecidos não gostaram do filme e como não podem condená-lo esteticamente, criticam, por exemplo, o enfoque antipetista dado a condução coercitiva de Lula pela PF. Lula, dizem, foi tratado de maneira caricata pelo ator Ary Fontoura. Mas como não tratá-lo assim, se o ex-presidente sempre caprichou nesse gênero, a começar pelo deboche aos policiais quando perguntou pelo japonês da Federal e se ele não estava presente? O filme precisa ser visto pelos brasileiros que confiam nas instituições que formam a equipe da Lava Jato. Mais: merece ser aplaudido no final, pois nem sempre nos filmes nacionais os mocinhos ganham.

 

 

Autor: Rogério Mendelski

Postada em: 18/09/2017

 

 

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