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AINDA A PALESTRA DO GENERAL

A tentativa da mídia amiga de levar ao paredón o general Antonio Hamilton Mourão e entregar seu corpo ao comandante do Exército falhou por uma razão simples e óbvia: Mourão não cometeu qualquer infração passível de punição pelo RDE (Regimento Disciplinar do Exército). O caso, para o Exército, está encerrado, mas vale ainda se falar do assunto, por que a opinião do general Mourão foi tratada pela imprensa como uma “ameaça às instituições democráticas”, como se nossas instituições já não estivessem em frangalhos pela roubalheira implantada desde o mais alto escalão até o mais modesto almoxarifado de milhares de municípios de nosso imenso país. (Uma consulta aos Tribunais de Contas Estaduais revelará a quantidade de inquéritos sobre desmandos de prefeitos e seus subordinados e a contaminação pela metástase da corrupção).

 Durante a palestra (disponível na íntegra no YouTube), o general não fez qualquer pregação para uma “intervenção das FF.AA. sobre as instituições da República, um novo golpe militar”, como afirmou uma nota do PT nacional. O assunto foi levantado ao responder uma pergunta, após o encerramento da exposição, a respeito da corrupção de alguns políticos e seus cúmplices. E o que disse Mourão? Que as instituições do país deveriam solucionar o problema político pela ação do Judiciário, afastando os corruptos da vida pública, ou então, “nós teremos que impor isso”.

“Nós” quem? Assim como se interpretou que a imposição contra a corrupção poderia vir com ações das FF.AA., o “nós” do general Mourão também serve para a sociedade, o lado decente dela, que tem mecanismos como as eleições e o seu Poder Judiciário para colocar os ladrões na cadeia e varrê-los da vida nacional.

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, por exemplo, não foi na conversa do jornalista Pedro Bial que desejava uma punição ao general Mourão, ao vivo, pela Globo. O general Villas Boas lembrou que o artigo 142 da CF permite a intervenção das FF.AA. em situação de caos nacional, “com mandato para fazê-la”. E foi isso que o general Mourão disse ao responder uma pergunta, após a sua palestra.

Uma jornalista (Míriam Leitão, O Globo)) chamou o general Leitão de “amalucado” e não era a primeira vez que dizia “sandices”. Como ela classificaria o ex-presidente Lula dizendo que poderia convocar o exército de Stédile?  “Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas” – afirmou Lula. Sandice do Lula ou simplesmente uma provocação irresponsável? 

 

Autor: Rogério Mendelski

Postada em: 27/09/2017

 

 

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