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COMO SAQUEAR UM PAÍS

O ministro Luís Roberto Barroso que ultimamente vem ganhando destaque na mídia nacional pela atuação no STF foi, outra vez, para as manchetes da imprensa, desta vez por ter feito um diagnóstico da corrupção brasileira, em palestra no Fórum Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e Tratamento do Delinquente. "O Brasil se deu conta de que vivenciávamos uma corrupção sistêmica, endêmica, que não era produto de falhas pessoais, era um modo de conduzir o país"- disse Barroso. 

Não há novidade no que o ministro falou, mas há sim o reconhecimento tácito de um homem que desfruta de um poder republicano capaz de ajudar no desmonte desta “corrupção sistêmica, endêmica” que vem destruindo o que de mais nobre um  cidadão pode ter com relação ao seu país – o seu sentimento de nacionalidade, de amor e respeito às suas instituições. 

Qualquer brasileiro decente envergonha-se com o que vê, ouve e lê a respeito de nosso país e até perde a esperança de uma recuperação a médio prazo, mas quando alguém poderoso reclama da corrupção e a define como um "pacto de saque ao Estado, firmado entre empresários, políticos e a burocracia estatal, com renovação constante”,  é porque nem tudo está perdido. 

E onde se localiza essa luzinha tênue de esperança? Em três instituições (Justiça de 1º Grau, MPF e Polícia Federal) que atuam contra a “corrupção sistêmica”, as quais, além da bandidagem graúda que coloca na cadeia, enfrentam  forças superiores que controlam a vida nacional – o tal “pacto de saque ao Estado”

O ministro Barroso aposta que o “ciclo da cultura da desonestidade” deve ser enfrentado com a universalização do ensino para crianças de até três anos, ou seja, será pela educação que acabaremos com a ladroagem em nossas instituições. O ex-ministro Jorge Hage, titular da CGU por oito anos (quatro com Lula e quatro com Dilma) é mais otimista e já não acha que o Brasil é o país da impunidade. “Falta muita coisa, sim, e a corrupção continua acontecendo, mas não é por falta de investigação, denúncia e punição. O que falta é priorizar mais a prevenção”, disse.  Quem sabe poderemos começar a prevenção  escolhendo melhor na próxima eleição? 

 

Autor: Rogério Mendelski

Postada em: 05/04/2018

 

 

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