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A CARRIS E O NOVO HOSPITAL

Foi inaugurado nesta quinta-feira o Blanc Medplex, no Bairro Santana, aqui em Porto Alegre. Trata-se de um novo conceito de hospital com especialização em cirurgias, onde o objetivo do projeto é a “desospitalização” – três dias para baixa, procedimentos, tratamento e retorno do paciente para casa quando o caso for de pequena ou de média complexidade. É a modernidade chegando à nossa cidade, tão carente de atendimento médico-hospitalar pela falta de investimentos em saúde.

O projeto é privado e administrado por três sócios – dois médicos (Charles Berres e Rodrigo Wobeto) e um advogado (Luis Felipe Ducati) especializado em gestão imobiliária – e a experiência trazida para Porto Alegre vem dos EUA onde 30% das cirurgias são realizadas nessa modalidade de atendimento e no Brasil o índice é baixíssimo: somente 3%.

Esta resumidíssima ficha técnica do Blanc Medplex deve ser acrescentada do motivo que levou esses empreendedores a implantá-lo por aqui. Não é recomendável aos pacientes uma internação por longos períodos em qualquer ambiente hospitalar, a não ser, é claro, em situações de extrema complexidade.

Por último, é importante ressaltar o valor do investimento que conta com laboratório, centro de diagnóstico por imagem, 440 consultórios, 30 leitos de recuperação, unidade semi-intensiva e 09 salas cirúrgicas capacitadas para procedimentos vasculares, dermatológicos, ginecológicos, urológicos, traumatológicos, oftalmológicos e estéticos, dentre outros, totalizando cerca de 500 tipos de cirurgias. Foram 30 milhões de reais e a capacidade operacional do Blanc Medplex pode chegar a 1.500 cirurgias por mês.

O leitor deve estar se perguntando “e a Carris onde entra nesse enredo”? Faço a inclusão da nossa patética empresa de transporte coletivo porque ela dá um prejuízo anual aos contribuintes de Porto Alegre de R$ 50 milhões. Se a Prefeitura deixasse de aplicar, todos os anos, os R$ 50 milhões retirados da receita municipal, nossa capital poderia construir cinco hospitais como o Medplex a cada três anos. Ou um por ano, com saldo de R$ 20 milhões.

Agora fica mais fácil de entender as listas de espera por cirurgias em Porto Alegre. O que falta para termos uma saúde hospitalar civilizada é o que sobra de incompetência na Carris. Porto Alegre tem várias empresas de transporte coletivo e a única que dá prejuízo é a Carris, exatamente a que tem as melhores linhas urbanas da cidade.

 

Autor: Rogério Mendelski

Postada em: 09/06/2018

 

 

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